Oficinas de Dança promovem expressão corporal, autoestima e integração entre crianças e adolescentes

Entre os meses de junho e agosto de 2025, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) – Bombeiros do Amanhã sediou duas oficinas que movimentaram corpo e alma: Dança Contemporânea e Dança Coreografada. As atividades foram realizadas nos períodos matutino e vespertino, sob a condução das professoras Lana Celine e Maria do Carmo da Silva, e contaram com o acompanhamento pedagógico de Anderson Meira.

As oficinas integram uma iniciativa da CRETL e da CINTERCOOP, com apoio da Petrobras, que visa promover o desenvolvimento artístico, social e emocional de crianças e adolescentes por meio da arte e da convivência.

Voltadas a participantes de 6 a 15 anos, as aulas tiveram duração média de 20 horas por turma, entre 5 de junho e 21 de agosto, reunindo 35 estudantes em encontros marcados por dinâmicas criativas, coreografias colaborativas e rodas de conversa sobre corpo, movimento e expressão. A proposta pedagógica buscou estimular a criatividade, a coordenação motora, o trabalho em grupo e o respeito mútuo, além de incentivar a descoberta de novas formas de comunicação não verbal.

Na oficina de Dança Contemporânea, conduzida por Lana Celine, o foco esteve na exploração de novas movimentações, com atividades lúdicas que ajudaram os alunos a compreender melhor o próprio corpo e sua expressividade. Apesar de certa resistência inicial — especialmente entre os meninos, que demonstraram curiosidade por outras modalidades oferecidas no mesmo espaço —, a professora utilizou rodas de conversa e dinâmicas inclusivas para fortalecer a adesão e o engajamento. Com o tempo, o grupo passou a se envolver de forma mais intensa, propondo movimentos, participando das coreografias e demonstrando ganhos significativos em autoestima e expressão corporal.

A experiência culminou na montagem de uma coreografia para a apresentação de encerramento do ciclo, com participação dos alunos mais engajados. O processo despertou talentos, que se destacaram pela musicalidade, sensibilidade e colaboração, e contribuiu para quebrar preconceitos sobre a dança, reforçando a importância do respeito e da valorização das diferenças.

Já a oficina de Dança Coreografada, ministrada por Maria do Carmo da Silva no período vespertino, trouxe uma proposta voltada à expressão corporal e à construção coletiva de coreografias. As aulas iniciavam com aquecimentos inspirados em elementos da natureza — como o fluir dos rios e o balançar das árvores —, convidando os participantes a movimentar-se com leveza e consciência. Em seguida, os alunos mergulhavam em exercícios de criação coletiva, transformando gestos e emoções em narrativas corporais cheias de significado.

Cada encontro encerrava com momentos de reflexão e escrita em diários pessoais, onde os alunos registravam percepções, emoções e aprendizados sobre a própria trajetória artística. Esses registros se tornaram verdadeiros mapas de autoconhecimento, revelando a evolução individual e coletiva de cada participante.

O resultado final foi uma apresentação vibrante e simbólica, que sintetizou semanas de aprendizado, convivência e superação. Mais do que o domínio técnico, o destaque das oficinas esteve no crescimento emocional e social dos participantes, que desenvolveram empatia, cooperação e consciência corporal.

As oficinas de Dança Contemporânea e Coreografada, promovidas pela CRETL e CINTERCOOP com apoio da Petrobras, reafirmam o compromisso dessas instituições com a formação integral de crianças e adolescentes, fortalecendo a arte como instrumento de inclusão, expressão e transformação social.